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É definida como dor nos segmentos inferiores do abdomen ou na pelve, de caráter contínuo ou intermitente, com duração superior a 6 meses. Pode se manifestar como cólicas menstruais, dor na relação sexual ou dor crônica em qualquer fase do ciclo menstrual. Segundo estimativas da Sociedade Internacional de Dor pélvica crônica 200 milhões de mulheres no mundo sofrem de dor pélvica crônica. Destes 61% permanecem sem diagnóstico. Aproximadamente 1,2 bilhão de dolares é gasto anualmente nos EUA nos tratamento dessas pacientes.

A Dor Pélvica Crônica é caracterizada como síndrome por alguns autores em razão de vários sintomas que acompanham essa doença. Alterações psicoemocionais, osteomusculares e as relacionadas a afecção de base estão presentes. Essas alterações levam a perda da qualidade de vida.

A complexidade da neurobiologia da pelve e a pouca compreensão sobre os mecanismos que desecadeiam a dor que envolvem essa região contribuem bastante para o desafio diagnóstico, já que diversos tecidos da pelve (urogenitais, neurovasculares, gastrintestinais e musculoesqueléticos) podem ser responsáveis pelos sintomas.

Afecões ginecológicas mais prevalentes em mulheres com dor pélvica crônica:
1. Endometriose - já discutida amplamente em tópico anterior (ver tópico sobre endometriose.

2. Aderências pélvicas - podem surgir em decorrência de atividade inflamatória peritoneal, por exemplo, após cirurgias abdominopélvicas, doença inflamatória pélvica (ocasionada por clamídia, ureaplasma e micoplasma). A formação dessas aderências diminui a mobilidade do órgãos pélvicos tornando-se assim fonte de estimulo doloroso. A característica da dor é vaga, podendo ser em cólicas, em peso, em queimação, em pontadas. A dor piora com movimentos e raramente está relacionada ao ciclo menstrual. O diagnóstico definitivo é obtido pela identificação direta das aderências através da laparoscopia que ao mesmo tempo proporciona o diagnóstico também possibilita no momento do procedimento a retirada dos tecidos aderidos.

3. Adenomiose - caracteriza-se pela infiltração do endométrio entre as fibras do miométrio. Essa invasão dificulta a mobilidade e contração uterina e, associada à secreção de protaglandinas pelas células endometriais ectópicas (fora do local habitual que é o endométrio), pode levar a sangramentos menstruais aumentados. Antecedentes de manipulação uterinas prévias, como curetagens, partos normais, cesáreas ou miomectomias (retirada de miomas), estão presentes na história clínica. Em pacientes jovens podem ocasionar infertilidade. A suspeita diagnóstica é feita pela história clínica da paciente. A ultra-sonografia como a ressonância magnética podem ser utilizadas para diagnóstico presuntivo, pois a confirmação diagnóstica é feita somente após exame histológico do útero. O tratamento mais eficaz em pacientes que já tiveram filhos é a histerectomia (retirada do útero). Nas pacientes que desejam engravidar podemos usar anticoncepcionais que levam a ausência de menstruação (amenorréia). Também podemos usar o DIU com levonorgestrel (MIRENA) como alternativa.

3. Causas tubárias - o hidrosalpinge é a dilatação tubária com acúmulo de conteúdo seroso em seu interior, decorrente de obstruções que impedem a drenagem do muco produzido pelo tecido tubário. Em algumas mulheres, pode ocasionar dor pélvica, mas também pode ser assintomático e ser evidenciado apenas por exames de rotina. O diagnóstico é feito pela ultra-sonografia ou através da histerosalpingografia (exame radiológico das trompas). Quando muito sintomática a salpingectomia deve ser indicada, desde que outras possiveis causas de dor pélvica crônica tenham sido excluídas, sendo a via laparoscópica a preferencial para o procedimento.( na foto acima evidencia-se uma hidrosalpinge em seus diferentes graus)

4. Varizes pélvicas - é a dilatação e tortuosidade das veias ovarianas e das trompas, principalmente à esquerda, podemos também chamar de síndrome de congestão pélvica. A dor normalmente é descrita como "em peso"ou "queimação", podendo ser ciclica. É encontrada geralmente em mullheres que tiveram muitos filhos, já que o calibre das veias ovarianas durante a gestação aumenta aproximadamente 60 vezes, levando a predisposição de varizes, O diagnóstico pode ser feito através da ultra-sonografia com Doppler. O tratamento é realizad pela ligadura da veia ovariana, bem como ligadura da artéria hipogastrica. Como alternativa à cirurgia tem-se a embolização.

A síndrome da dor pélvica crônica não deve ser analisada de forma simples, pois várias afecções associadas podem contribuir para o sintoma, sendo portanto uma sindrome multidisciplinar, pois muitas vezes esta associada a depressão sendo necessário acompanhamento psicológico destas pacientes. Somente devemos indicar algum tipo de procedimento, como a laparoscopia, ou histerectomia (retirada do útero) ou salpigectomia (retirada da trompa), quando tivermos certeza absoluta no que esta levando a paciente a ter a dor pélvica crônica. Visto que, esses procedimentos são invasivos, e se não tivermos a certeza absoluta no motivo da dor é preferivel avaliar essa paciente por mais tempo, pois um método invasivo com insucesso, pode aumentar a angústia e o sofrimento da mulher




Dra.Lidia Rosi Medeiros, é médica desde 1985 formada pela FFFCMPA, fez residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital de Clinicas de Porto Alegre em 1986 e 1987.


Cirurgia ginecológica minimamente invasiva.


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Dra. Lidia Rosi Medeiros - Mestre e Doutora em Medicina pela UFRGS
Consultório: Rua Antenor Lemos 57, 6 andar, Menino Deus, Porto Alegre, RS
Telefone: (051) 32316266 ou (051) 32310130

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