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A infecção do trato urinário baixo é uma das mais freqüentes doenças infecciosas na mulher.
Trata-se de um problema de saúde responsável por 3,6 milhões de visitas médicas por ano feitas por mulheres entre 18-75 anos nos EUA, com custo anual estimado em mais de um bilhão de dólares.
Durante a vida, cerca de 30-50% das mulheres terão pelo menos um episódio de infecção urinária. Entretanto, a maioria das infecções agudas, é dita não complicada.

Fatores de risco:

Atividade sexual – raramente encontra-se cistite em mulheres sem atividade sexual. O risco relativo de infecção urinária aguda aumenta durante as 48h após relação sexual, principalmente com uso de espermicidas, associados ou não ao diafragma ou preservativo.

Cistite prévia – o risco de desenvolver uma segunda infecção urinária é maior do que a da primeira com pelo menos 20% de recorrência em 6 meses.

Gestação – a infecção do trato urinário baixo é a infecção bacteriana mais comum durante a gestação. Cerca de 4-10% das gestantes tem bacteúria assintomática. As causas estão relacionadas a diminuição da capacidade renal de concentrar a urina, glicosúria (glicose na urina) e aminoacidúria reduzem a atividade antibacteriana da urina. Além disso, a progesterona reduz o tônus muscular e peristalse (movimentos do ureter) ureteral.
O aumento do volume uterino pode levar a obstrução ureteral. Tais alterações levam à estase urinária e refluxo vesicoureteral, predispondo à proliferação e ascensão de microrganismos.

Idade – a bacteúria assintomática atinge cerca de 50% das mulheres nesse grupo etário. Nas idosas o risco de infecção urinária aumenta substancialmente com a idade e a debilidade. Isso ocorre pelas alterações atróficas urogenitais decorrentes da falta de hormônio (estrogênio). Além de outros fatores como distúrbios da micção, prolapso uterino, higiene perineal precária (que acompanha as doenças neuromusculares), incontinência fecal, demências e uso de sondas.

Diabete Melito – mulheres com diabete insulino-dependente tem incidência de infecção urinária de 2 a 4 vezes maior. Os germens, em geral, são os menos usuais e a presença de complicações graves como cistite e pielonefrite são mais comuns.

Uso de sondas vesicais – na infecção urinária associada ao uso de caráter vesical, a maioria dos agentes é proveniente da flora endógena (intestino e perineal).

Mecanismo ascendente:
O fato de infecção urinária ser muito mais comum em mulheres que em homens ressalta a importância da via ascendente. A uretra feminina é curta, próxima da vulva e da região perianal o que aumenta a probabilidade de infecção. A intensa colonização do intróito vaginal e região periuretral por enterobactérias é crítica para o desenvolvimento da infecção.
Organismos infectantes:

Noventa e cinco por cento dos casos de infecção urinária são causadas pela E.coli. O ambiente hospitalar é importante fator determinante da flora, visto que nele se isolam mais Proteus, Pseudomonas, Klebsiella, Enterobacter, enterococos e estafilococis do que E.coli.

Quadro clínicos

Na cistite, os sintomas clássicos são dificuldade e dor para urinar, micção freqüente e em pequena quantidade, podendo ter aspecto turvo, urgência e, às vezes, dor ou peso suprapúbico. Ocasionalmente, encontra-se sangue na urina e raramente febre.

Na infecção urinária do trato urinário alto, ou pielonefrite, é comum febre, dores na altura dos rins e, frequentemente, sintomas urinários baixos

Exames:

Urocultura com teste – é o exame mais importante para que seja identificado o gérmen antes de se iniciar com qualquer medicamento.
Muitas vezes solicita-se esse exame e logo após a coleta inicia-se, conforme os sintomas da paciente, com medicamento de amplo espectro na tentativa de matar os germens e aliviar a sintomatologia.
Após o tratamentos com antibióticos ou quimioterápicos aguarda-se 48 h e se coleta novo exame de urina

Infecções urinárias de repetição

Mulheres com episódios repetidos de infecção urinária devem evitar o uso de espermicidas vaginais e devem ser orientadas a esvaziarem a bexiga periodicamente, principalmente após as relações sexuais.
A ingestão de líquidos deve ser adequada (aproximadamente 2 litros/dia).
Podemos também fazer profilaxia contínua com subdose noturna de alguns medicamentos com nitrofurantoína, sulfas, ciprofloxacina ou norfloxacino diminui a recorrência em 95%, podendo ser efetiva na prevenção de pielonefrite. A profilaxia é orientada por 6 meses.

Também podemos orientar profilaxia pós coito nos casos com clara relação entre o coito e a infecção urinária subsquente.

Nas pacientes em pós-menopausa, a administração de estrogênios tópicos pode reduzir consideravelmente o risco de novos episódios.




Dra.Lidia Rosi Medeiros, é médica desde 1985 formada pela FFFCMPA, fez residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital de Clinicas de Porto Alegre em 1986 e 1987.


Cirurgia ginecológica minimamente invasiva.


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Dra. Lidia Rosi Medeiros - Mestre e Doutora em Medicina pela UFRGS
Consultório: Rua Antenor Lemos 57, 6 andar, Menino Deus, Porto Alegre, RS
Telefone: (051) 32316266 ou (051) 32310130

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